Biologia, amor a vida!

"Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema."

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ebola: pequeno grande ameaçador


Artigo por Fernanda Florencia Fregnan Zambom


 
 
A cada dia que passa o número de infectados com Ebola aumenta de forma logística e se contraído, é uma das doenças mais mortais que existem, se igualando a AIDS. Segundo Avaaz, os casos na África Ocidental estão dobrando a cada duas ou três semanas e a última pesquisa estimou que 1,4 milhão de pessoas podem estar infectadas até meados de janeiro do ano que vem. Neste ritmo, esse monstro ameaçará o mundo inteiro em breve. Como o Ebola atingiu países cujo sistema médico é defasado e não possui número suficiente de médicos para tratar de todos os infectados. O vírus Ebola é altamente contagioso e seu quadro patológico evolui de maneira rápida que dificulta possíveis tratamentos quando a doença não é descoberta a tempo.


O vírus começou a circular em 1976, no Sudão e na República Democrática do Congo, numa região próxima ao Rio Ebola. Quirópteros (morcegos) frugívoros são considerados hospedeiros naturais do vírus Ebola, assim como os morcegos hematófagos são hospedeiros naturais do vírus da raiva. Normalmente, esses animais não apresentam muitos sintomas, pois a coevolução desses organismos tornou-os mais resistentes, diminuindo a virulência do Ebola. O que não acontece com a espécie humana, em que a letalidade chega a 100%, dependendo da cepa viral.


O vírus ebola pertence ao gênero Filovirus, altamente infeccioso, transmitido pelo contado direto de pessoas ou animais com secreções, sangue ou fluidos corporais (fezes, urina, suor, saliva, lágrimas e sêmen) de indivíduos infectados. O vírus Ebola pertence à mesma ordem (Mononegavirales) de outros vírus causadores de doenças como cachumba, sarampo, parainfluenza e raiva.


Os sintomas não são específicos e típicos de febre hemorrágica. O vírus penetra na célula e insere seu material genético (RNA) na célula infectada (apresenta tropismo pelas células hepáticas e do sistema retículo-endotelial) , iniciando a produção de proteínas e partículas virais. Uma dessas proteínas age sobre as células endoteliais vasculares e provoca a ruptura dos vasos sanguíneos, levando à hemorragias internas e externas, além de impedir a coagulação sanguínea, por disfunções plaquetárias e plaquetopenia, perpetuando o extravasamento de sangue. A perda se sangue leva a diversas complicações, como fraqueza, insuficiências respiratória, cardíaca e renal. Além disso, a perda de sangue dificulta a chegada de oxigênio e nutrientes às células, que entram em processo de necrose.


A falta de nutrientes para células, como glicose, leva a falência de diversos processos metabólicos que requerem energia proveniente do processo aeróbico da via glicolítica. Neurônios, por exemplo, usam apenas glicose para produzir energia, e morrem entre 3-5 minutos na ausência dessa molécula. Esses são apenas alguns dos processos que envolvem a infecção por Ebola, já que o quadro torna-se generalizado entre 2 a 21 dias após contato. Os sintomas mais frequentes e inespecíficos (pois são semelhantes à de outras doenças como Cólera, Hepatite, Malária Meningite e Febre tifoide) são: febre, dor de cabeça, garganta inflamada, dores musculares. Com a progressão da doença começam a aparecer vômitos, diarreia, inchaço, vermelhidão nos olhos e erupções ou hemorragias internas e externas.


O diagnóstico laboratorial do Ebola pode ser feito através de testes sorológicos de ELISA, PCR, hibridação in situ e isolamento viral por imunohistoquimica, imunofluorescência indireta (falsos positivos) e radioimunoensaio (RIA).


Não há tratamento específico para o Ebola. Os recursos terapêuticos contra a doença são tratar o paciente com oxigenoterapia, transfusão de sangue, medicamentos para choque e dores. Além disso, é essencial evitar que novas transmissões adotando medidas sanitárias e profiláticas adequadas, impedindo que o vírus continue ultrapassando barreiras continentais e continue matando milhões de pessoas pelo mundo.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO -  http://www.portaleducacao.com.br

sexta-feira, 3 de outubro de 2014


Estratégias para o controle de grandes populações de Tilápias

Artigo por Grasiela Inês Jung - quarta-feira, 27 de agosto de 2014
 
 

 


       A agricultura Familiar busca muitas alternativas econômicas para auto reproduzir economicamente, dentre as estratégias estão à diversificação de suas atividades agrícolas, que visam uma complementação de renda. A piscicultura apresenta várias vantagens para os agricultores familiares através da comercialização da produção em Feiras, além de ofertar de uma proteína mais saudável para o seu auto consumo.


         Entretanto os limitantes para essa atividade é mão de obra que impossibilita o manejo de grandes populações de peixes nos açudes que tem uma alta capacidade de reproduzir impossibilitando a atividade. O objetivo deste trabalho é buscar estratégias de controle para Tilápias em pequenos açudes baseada em uma revisão na literatura, visando oferecer uma maior facilidade de manejo para as famílias de agricultores que não tem em suas propriedades uma disponibilidade de mão de obra para uma grande produção desta espécie.
         Nas diversas áreas de atuações e serviços encontram-se dificuldades relacionadas à mão de obra, praticidade, desempenho, lucros e produções. Com base nisto, observa-se que em cada setor ou empreendimento faz-se necessário um manejo relacionado com o fato gerando uma maneira mais viável de realizar o trabalho, de forma que se consiga obter um melhor uso do tempo, espaço e recursos. Na Agricultura Familiar onde há uma intensidade em suas diversidades atividades relacionada à produção agrícola, o ganho de tempo pode justificar maiores ganhos financeiro, uma vez que o agricultor poderá ter uma maior dedicação às principais culturas que garantem maior remuneração e tendo uma menor dedicação em termos de tempo para as que complementam a sua renda, neste artigo busca-se apresentar as melhores alternativas técnicas que possibilitam aos agricultores familiares produzir a espécie de peixes denominada Tilápias, baseadas em uma revisão de bibliografia referente a este tema
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - http://www.portaleducacao.com.br

quinta-feira, 31 de julho de 2014


OS IMPACTOS ANTRÓPICOS SOBRE O PLANETA


Artigo por Beatriz Teixeira de Melo Tamaki

Na Tailândia, os elefantes quase não possuem mais seu habitat. A população tem avançado sobre o seu território, não sobrando espaço para o paquiderme.

Muitos elefantes, foram domesticados para ajudar a população no serviço pesado nas grandes cidades. Ironicamente, ajudam a destruir seu habitat natural.

No Brasil, a ararinha azul, uma das muitas espécies em extinção, personagem representando o Brasil no cinema, foi considerada em extinção, existindo infelizmente só em cativeiros.

Serão necessários, investimentos, e tempo para tentar obter resultados na inversão da situação ocorrida, sem a certeza de sucesso. Como conciliar desenvolvimento e harmonia com o meio ambiente?

Estamos destruindo nossos biomas, nossas matas e rios, e não conseguimos perceber as consequências das nossas ações.

Não podemos deixar que situações como essa, continuem acontecendo em todo o planeta.

Precisamos do desenvolvimento, mas não sobreviveremos sem a natureza.

Precisamos rever nossos paradigmas, para não colocar em risco a nossa sobrevivência no planeta.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - http://www.portaleducacao.com.br

quarta-feira, 9 de julho de 2014


MAGNÉSIO (MG) FATOR DE PRODUTIVIDADE PARA AS CULTURAS


Artigo por Adriano Reis Silva


Atualmente a nutrição de plantas com fontes específicas de Mg tem sido esquecida por boa parte dos agricultores brasileiros, e o fornecimento deste elemento somente via calcário não tem suprido as necessidades das nossas culturas anualmente, essa ocorrência se deve principalmente ao fato da utilização de calcários com baixa concentração em Mg e da baixa solubilidade dos mesmos. Muitas funções específicas e essenciais nas plantas dependem de fontes e níveis adequados de Magnésio (Mg).

O Mg é componente central da molécula de clorofila, sendo portanto responsável pelo processo fotossintético e do metabolismo energético vegetal. Atua desenvolvendo varias funções, algumas visíveis, como o crescimento e o desenvolvimento das plantas e outras menos visíveis, mas tão importante quanto. Dentre elas destaca – se: Fixação fotossintética do Dióxido de Carbono (CO2), Formação da clorofila e síntese proteica, Carregamento dos nutrientes no floema, Separação e utilização de fotoassimilados, Foto-oxidação dos tecidos foliares, além da Fotofosforilação (Formação de ATP nos cloroplastos), sendo está ultima, a função mais importante realizada pelo Mg nos vegetais.

Os sintomas da deficiência de Magnésio começam a nível molecular, frequentemente somente as folhas expostas ao sol apresentam o amarelecimento internerval (sintoma característico), começam nas folhas localizadas próximas aos drenos de nutrientes (frutos), causando queda prematura das folhas mais velhas (Figura 2). Com baixos níveis de Mg nas culturas, o que tem se notado frequentemente a campo, são o aumento do aparecimento de doenças como: O aumento da severidade de escaldaduras no limbo foliar devido ao mal carreamento dos açúcares produzidos durante o processo fotossintético, seca de ponteiros em cafeeiros, 1953 COURY et. al. diagnosticou como carência de Magnésio a doença fisiológica conhecida por vermelhão do algodoeiro, a qual se caracteriza pela coloração vermelho púrpura que se estabelece entre as nervuras das folhas mais velhas, as folhas deficientes e as maçãs caem com facilidade.

A deficiência de Mg se manifesta em solos derivados de rochas pobres em Magnésio, solos pobres em matéria orgânica (M.O), logo após a calagem e em solos com pH elevado, lavouras velhas sem reposição de Magnésio, aplicações altas de Potássio (K) – efeito antagônico. Também ocorre um antagonismo direto entre NH4+ e Mg. Quando o NH4+ é absorvido pelas raízes, há uma troca de íons amônio e hidrogênio (H+); assim, o H+ exercerá influência antagônica na absorção de Mg pela planta. Quanto mais ácido o solo e maior a quantidade de fertilizante nitrogenado (com íons amônio), mais intenso é o efeito antagônico[1].

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO -  http://www.portaleducacao.com.br